Governança Corporativa é Sinônimo de Rentabilidade? Uma Análise de Desempenho dos Índices da B3

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37497/jsim.v13.id158.2026

Palavras-chave:

Brasil, Governança Corporativa, Ibovespa, Investimentos, Índices de Governança

Resumo

Objetivo: Analisar e comparar o desempenho financeiro dos índices de governança corporativa da B3 (IGC, ITAG, IGCT e IGC-NM) em relação ao Ibovespa, verificando se os índices de governança apresentam desempenho superior ao principal índice do mercado acionário brasileiro.

 Método: Estudo empírico, de abordagem quantitativa, com metodologia descritiva comparativa baseada em séries temporais. Foram utilizados dados da plataforma Quantum Axis até 31 de maio de 2024, considerando retorno, volatilidade, índices Sharpe e Treynor, e máximo drawdown, em janelas de 60, 48, 36, 24 e 12 meses.

 Resultados: ITAG, IGC e IGCT superaram o Ibovespa em várias janelas temporais, enquanto o IGC-NM apresentou desempenho inferior tanto em retorno nominal quanto no ajustado ao risco. A volatilidade foi semelhante, mas os drawdowns mais acentuados ocorreram nos índices de governança.

Originalidade/Relevância: O estudo atualiza a literatura ao considerar múltiplas janelas temporais até 2024, inclusive o período da pandemia, ampliando a análise sobre a resiliência dos índices.

Contribuições teóricas/metodológicas: Estrutura um modelo conceitual que conecta teorias da governança (Agência, Stakeholders, Dependência de Recursos e Saliência) às métricas financeiras, fornecendo base para novas análises.

 

Contribuições sociais/para a gestão: Oferece subsídios para investidores, reguladores e formuladores de políticas, reforçando a importância da governança corporativa para mercados mais transparentes e responsáveis.

Biografia do Autor

Danilo Cesar da Silva Silva, Universidade Salvador (UNIFACS), Salvador, BA, Brazil

Mestre em Administração pela Universidade Salvador (UNIFACS). Possui MBA em Marketing Digital e MBA em Controladoria para Gestão de Negócios, além de graduação em Administração. Atualmente, atua como Coordenador de Riscos de Investimentos na Néos Previdência Complementar (Grupo Neoenergia/Iberdrola), sendo responsável pelo monitoramento de riscos, compliance e acompanhamento de carteiras de investimentos. Possui mais de 16 anos de experiência no mercado financeiro, com ênfase em gestão de investimentos, análise financeira, governança de riscos e conformidade institucional. Seus interesses de pesquisa incluem governança corporativa, desempenho financeiro, sustentabilidade institucional e gestão de riscos em investimentos. É detentor das certificações profissionais CFP® (Certified Financial Planner) e CEA (ANBIMA). Além da atuação profissional, contribui para debates acadêmicos e institucionais nas áreas de finanças, governança e investimentos sustentáveis.

Francis Moura Santos Santos, Universidade Salvador (UNIFACS), Salvador, BA, Brazil

Mestre em Administração pela Universidade Salvador (UNIFACS). Possui especializações em Nutrição Esportiva Funcional (2014) e Nutrição Clínica Funcional (2011), além de graduação em Nutrição (2009). Possui ampla experiência profissional nas áreas de Nutrição Clínica e Nutrição Esportiva, atuando em consultório particular e em clínicas multidisciplinares parceiras. Também exerce atividades de consultoria para Unidades de Alimentação e Nutrição, com foco em treinamentos e auditorias nutricionais. Foi professora em programas de pós-graduação da Faculdade Estácio e instrutora em Programa de Certificação Internacional em Nutrition Coach na Link Education. Participa como palestrante em eventos acadêmicos e profissionais nas áreas de Nutrição e Educação Física.

Hélder Uzêda Castro Castro, Universidade Salvador (UNIFACS), Salvador, BA, Brazil

Doutor em Desenvolvimento Regional e Urbano e realizou estágio pós-doutoral em Geografia e Planejamento Regional. Possui Mestrado em Administração e graduação em Economia, Administração e Tecnologia. É Professor Titular e pesquisador nos Programas de Pós-graduação em Administração (PPGA) e em Direito, Governança e Políticas Públicas (PPGDGPP) da Universidade Salvador (UNIFACS). Atuou como Professor Colaborador na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH.NOVA) e é Membro Associado de grupos de discussão globais no Instituto Português de Corporate Governance (IPCG), no Shared Services Outsourcing Network (SSON, Reino Unido) e na International Society for Development and Sustainability (ISDS, Japão). Desenvolve pesquisas nas áreas de Economia Regional, Governança e Inovação, com ênfase em Desenvolvimento Econômico e Empresarial.

Manoel Joaquim Fernandes de Barros Barros, Universidade Salvador (UNIFACS), Salvador, BA, Brazil

Professor Titular da Universidade Salvador (UNIFACS). Realizou estágio pós-doutoral na Grenoble École de Management, França (2016). É Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia e com estágio de pesquisa na Université de Montréal (Canadá), Mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia e Especialista em Administração pela Universidade Salvador. Possui graduação em Administração e em Processamento de Dados. Sua atuação acadêmica e profissional concentra-se na área de Administração, com ênfase em gestão universitária e administração de sistemas de informação. Seus interesses de pesquisa incluem governança universitária, gestão organizacional e uso estratégico de sistemas de informação em ambientes institucionais.

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Publicado

2026-03-19

Como Citar

Silva, D. C. da S., Santos, F. M. S., Castro, H. U. C., & Barros, M. J. F. de B. (2026). Governança Corporativa é Sinônimo de Rentabilidade? Uma Análise de Desempenho dos Índices da B3. RGC - Revista De Governança Corporativa, 13, e0158. https://doi.org/10.37497/jsim.v13.id158.2026