O Papel dos Institutos de GC no Desenvolvimento das Boas Práticas: Análise entre Brasil e Portugal
DOI:
https://doi.org/10.37497/jsim.v12.id161.2025%20Palavras-chave:
Governança corporativa, Boas práticas, Teoria da Agência, IBGC, IPCG, Teoria InstitucionalResumo
Objetivo: Este estudo investiga o papel dos institutos de governança corporativa (GC) no Brasil e em Portugal no desenvolvimento e promoção das boas práticas de governança. Especificamente, busca compreender como as configurações institucionais do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) diferem e como essas diferenças influenciam a adoção das práticas de governança.
Metodologia: Adotou-se uma abordagem qualitativa e descritiva, utilizando estudo de caso, com entrevistas em profundidade, análise documental e observação direta. Foram entrevistados atores-chave, incluindo fundadores e membros dos conselhos, e documentos oficiais foram analisados por meio de análise de conteúdo com apoio do software NVivo, focando nas categorias institucional e educacional.
Resultados: Os resultados mostram que o IBGC prioriza atividades educacionais, oferecendo ampla formação e publicações para fortalecer a capacidade de governança de empresas diversas, desde negócios familiares até grandes corporações listadas. Por outro lado, o IPCG desempenha um papel mais institucional, elaborando o código nacional de governança e supervisionando sua aplicação entre empresas listadas no modelo “pratique ou explique”. Embora ambos contribuam para o fortalecimento da governança corporativa, suas abordagens são moldadas por fatores institucionais, econômicos e culturais específicos de cada país.
Contribuição Teórica: O estudo reforça a relevância da teoria institucional ao demonstrar como práticas de governança são influenciadas por contextos locais. Além disso, amplia a compreensão sobre como os institutos influenciam o comportamento corporativo não apenas elaborando códigos, mas também atuando como educadores ou agentes institucionais.
Implicações Práticas: Gestores, investidores e formuladores de políticas podem usar esses insights para alinhar melhor as práticas de governança às realidades locais e projetar estratégias que aprimorem a efetividade e a confiança nos diferentes mercados.
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