Reação Cutânea Grave Em Pediatria: Síndrome De Stevens-Johnson Associada Ao Uso De Albendazol

Autores

  • Juliana Azevedo Raphael Leite Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), Bragança Paulista – SP.
  • Priscilla Guerra Moura Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), Bragança Paulista – SP.

DOI:

https://doi.org/10.37497/JMRReview.v4i00.98

Palavras-chave:

Efeitos Adversos, Dermatopatia, Pediatria, Imunologia, Antiparasitários

Resumo

Introdução: A Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) é uma rara e grave reação mucocutânea, geralmente desencadeada por medicamentos, que se manifesta com bolhas e descolamento da pele em menos de 10% da superfície corporal. Embora de baixa incidência, a SSJ é uma emergência médica com alta morbimortalidade, podendo levar a complicações graves como cegueira, sepse e falência de múltiplos órgãos. O tratamento principal consiste na suspensão do medicamento causador e cuidados de suporte, semelhantes aos de pacientes com queimaduras. O albendazol, um antiparasitário de uso comum, é um dos fármacos que, embora raramente, pode estar associado a essa reação grave.

Objetivo: Relatar um caso de SSJ provocado pelo uso de albendazol e tratado em nosso Serviço.

Método: Este relato descreve um paciente pediátrico atendido no Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), situado em Bragança Paulista - SP. Todas as informações analisadas foram extraídas do prontuário já arquivado no Serviço, sem a realização de quaisquer intervenções adicionais. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do HUSF, sendo aprovado (parecer de aprovação número 7914120 de 20 de outubro de 2025) por cumprir as normas éticas e legais estabelecidas pela Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta pesquisas com seres humanos.

Relato do Caso: Paciente do sexo masculino, 2 anos e 3 meses de idade, apresentou erupção papulosa pruriginosa em região cervical com rápida disseminação e evolução para lesões bolhosas e crostosas. Inicialmente levantaram-se hipóteses de síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Kawasaki, sendo esta última descartada após exames complementares. O paciente recebeu tratamento com metilprednisolona, anti-histamínico e imunoglobulina humana, evoluindo com melhora significativa. Não houve necessidade de antibioticoterapia e o quadro infeccioso foi excluído.

Conclusão: O caso evidencia a importância do diagnóstico diferencial precoce das dermatoses bolhosas na infância, e demonstra boa resposta terapêutica ao uso de imunoglobulina humana nos casos de síndrome de Stevens-Johnson, com desfecho clínico favorável.

Biografia do Autor

Juliana Azevedo Raphael Leite, Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), Bragança Paulista – SP.

Serviço de Pediatria. Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), Bragança Paulista – SP.

Priscilla Guerra Moura, Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), Bragança Paulista – SP.

Serviço de Pediatria. Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF), Bragança Paulista – SP.

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Publicado

2025-11-18

Como Citar

Raphael Leite, J. A., & Moura, P. G. (2025). Reação Cutânea Grave Em Pediatria: Síndrome De Stevens-Johnson Associada Ao Uso De Albendazol. Journal of Medical Residency Review, 4, e098. https://doi.org/10.37497/JMRReview.v4i00.98

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