Resumo
Objetivo: Este estudo examina como as universidades privadas convertem a inteligência do ambiente em desenvolvimento sustentável institucional (DSI), testando se a resiliência organizacional medeia a relação entre a resposta a crises e o DSI. Fundamentado na inteligência competitiva e complementado pela teoria das capacidades dinâmicas, trata a resposta a crises e a resiliência como as etapas de utilização e de retroalimentação de uma capacidade de inteligência de nível institucional que sustenta uma posição competitiva sustentável.
Metodologia/abordagem: Orientado por uma estrutura de inteligência competitiva e capacidades dinâmicas, aplicou-se um levantamento transversal a docentes e gestores de universidades privadas em Yunnan, China, obtendo-se 742 respostas válidas. Os construtos foram validados por análise fatorial confirmatória; o modelo de mediação foi testado com regressão hierárquica e bootstrapping corrigido pelo viés (5.000 reamostragens), controlando-se gênero, idade e nível de liderança.
Originalidade/Relevância: O estudo reformula a resposta a crises e a resiliência organizacional como componentes de uma capacidade de inteligência competitiva de nível institucional—as etapas de utilização e de retroalimentação do ciclo de inteligência—que sustentam a vantagem competitiva sustentável de uma universidade, e fornece evidências raras do ensino superior privado não elitizado e com recursos limitados.
Principais resultados: A resposta a crises predisse positivamente a resiliência organizacional (β = 0,33) e o DSI (efeito total β = 0,49), e a resiliência predisse positivamente o DSI (β = 0,32). A resiliência mediou parcialmente a relação entre resposta a crises e DSI (efeito indireto = 0,11; IC 95% [0,076, 0,136]), respondendo por cerca de 22% do efeito total. As quatro hipóteses foram confirmadas.
Contribuições teóricas/metodológicas: Este estudo estende a teoria das capacidades dinâmicas ao nível institucional no ensino superior e a conecta à literatura de inteligência competitiva, posicionando a resposta a crises e a resiliência como as etapas de utilização e de retroalimentação de um sistema de inteligência institucional. Metodologicamente, estabelece empiricamente a resiliência como o mecanismo que liga a resposta a crises à sustentabilidade e valida um instrumento multidimensional para reutilização.
