Osteomielite Em Crianças Menores De Um Mês De Vida: Relato De Caso
DOI:
https://doi.org/10.37497/JMRReview.v5i00.1496Palavras-chave:
Osteomielite, Recém-nascido, Infecção óssea, Ortopedia pediátrica, Resultado do tratamentoResumo
Introdução: A osteomielite neonatal é uma infecção óssea rara, porém potencialmente grave, cuja apresentação clínica inespecífica pode dificultar o diagnóstico precoce. Os principais sinais incluem irritabilidade, redução da mobilidade do membro acometido e manifestações inflamatórias locais, podendo ocorrer na ausência de febre. O diagnóstico e o tratamento oportunos são fundamentais para prevenir sequelas ortopédicas permanentes.
Objetivo: Relatar um caso de osteomielite aguda do fêmur distal esquerdo em um recém-nascido de 29 dias de vida, destacando os achados clínicos, laboratoriais e radiológicos, a abordagem terapêutica e a evolução após cinco meses de acompanhamento.
Método: Estudo descritivo, do tipo relato de caso, baseado na análise retrospectiva de dados clínicos, exames complementares, resultados microbiológicos, tratamento e evolução de um recém-nascido atendido no Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade São Francisco, conforme Parecer nº 8.809.224, de 17 de outubro de 2026, CAAE 01469026.4.0000.5514. Resultados: Recém-nascido do sexo masculino, com 29 dias de vida, apresentou irritabilidade, edema, hiperemia e redução da mobilidade do membro inferior esquerdo, sem febre aferida. Os exames evidenciaram leucocitose de 21.900/mm³, VHS de 121 mm/h, PCR de 190 e lesão lítica no fêmur distal esquerdo, com comprometimento epifisário, fisário e metafisário. Foi submetido à limpeza cirúrgica de urgência, com drenagem de secreção purulenta e identificação de Streptococcus agalactiae nas culturas. Recebeu antibioticoterapia sistêmica e permaneceu internado por 14 dias. Após cinco meses, apresentou boa cicatrização, mobilidade articular preservada e sinais radiográficos de reossificação, sem necessidade de novas intervenções.
Conclusão: A osteomielite neonatal exige elevada suspeição clínica, especialmente diante de redução da mobilidade e sinais inflamatórios locais, mesmo na ausência de febre. O caso demonstra que o diagnóstico e o tratamento oportunos podem proporcionar evolução clínica e funcional favorável. Entretanto, o comprometimento da cartilagem de crescimento reforça a necessidade de acompanhamento ortopédico prolongado para identificação de possíveis sequelas tardias.
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